Obstrução do canal da lágrima: por que o olho lacrimeja o tempo todo?

Entenda como funciona o sistema de drenagem da lágrima, quais são as principais causas de obstrução do canal lacrimal e quais tratamentos podem ser indicados para adultos e bebês.

Dra. Luisa Gross

1/1/202612 min read

Você sente o olho lacrimejando constantemente, como se estivesse sempre chorando? Tem secreção frequente, irritação ou sensação de lágrima acumulada? Uma das possíveis causas é a obstrução do canal da lágrima, também chamada de obstrução das vias lacrimais.

Esse problema acontece quando a lágrima, que normalmente deveria escoar dos olhos para dentro do nariz, encontra alguma dificuldade no caminho de drenagem. Com isso, ela se acumula nos olhos e pode escorrer pelo rosto.

Como funciona o canal da lágrima?

A lágrima é essencial para a saúde ocular. Ela lubrifica os olhos, protege contra infecções, ajuda na nutrição da superfície ocular e contribui para manter a visão mais nítida.

Depois de lubrificar os olhos, essa lágrima precisa ser drenada. Ela escoa por um sistema chamado vias lacrimais, que leva a lágrima dos olhos até o nariz.

É por isso que, quando choramos muito, o nariz também escorre.

Uma forma simples de entender esse sistema é imaginar o olho como uma pia. A glândula lacrimal funciona como a torneira, produzindo a lágrima. O piscar espalha essa lágrima pela superfície dos olhos, como se fosse um limpador de para-brisa. Depois, a lágrima entra por pequenos orifícios localizados no canto interno das pálpebras, chamados pontos lacrimais, que funcionam como os ralinhos da pia.

Em seguida, ela passa por canais finos, chamados canalículos lacrimais, chega ao saco lacrimal e depois desce pelo ducto nasolacrimal, que leva a lágrima até dentro do nariz.

O que acontece quando o canal da lágrima entope?

Quando existe uma obstrução em algum ponto desse sistema, a lágrima continua sendo produzida normalmente, mas não consegue escoar pelo caminho correto.

Na prática, é como uma pia entupida: a água continua saindo da torneira, mas não desce pelo ralo. Ela acumula e transborda.

No olho, isso se manifesta como lacrimejamento constante. O paciente pode sentir que o olho está sempre cheio de água, com a lágrima escorrendo pelo rosto.

Além disso, quando a lágrima fica parada, pode haver acúmulo de secreção, irritação e até infecção na região do saco lacrimal.

Quais são os sintomas da obstrução do canal lacrimal?

Os principais sintomas são:

  • lacrimejamento constante;

  • sensação de olho sempre cheio de água;

  • lágrima escorrendo pelo rosto;

  • secreção ocular frequente;

  • irritação nos olhos;

  • vermelhidão;

  • infecções de repetição na região do canto interno do olho;

  • inchaço ou dor na região do saco lacrimal em casos de inflamação.

Os sintomas podem variar de acordo com o local da obstrução. O problema pode estar logo na entrada do sistema, nos pontos lacrimais, nos canalículos ou mais abaixo, no saco lacrimal ou no ducto nasolacrimal.

Todo lacrimejamento é causado por obstrução?

Não.

Esse é um ponto muito importante. Nem todo olho lacrimejando significa que o canal da lágrima está entupido.

O lacrimejamento também pode ser causado por outras condições, como:

  • olho seco;

  • alergia ocular;

  • irritação da superfície dos olhos;

  • blefarite;

  • alterações nas pálpebras;

  • cílios tocando o olho;

  • inflamações oculares;

  • produção excessiva de lágrima por reflexo.

Por isso, qualquer paciente com lacrimejamento persistente deve passar por avaliação com oftalmologista. Antes de indicar um tratamento, é necessário entender se o problema está realmente na drenagem da lágrima ou se há outra causa associada.

Como é feito o diagnóstico?

Após a avaliação oftalmológica, um dos principais exames para investigar a obstrução das vias lacrimais é a sondagem e irrigação das vias lacrimais.

Esse exame pode ser feito em consultório e costuma ser bem tolerado. Nele, o médico injeta soro pelo ponto lacrimal, no canto interno do olho, para verificar se o líquido passa pelo canal e chega até o nariz.

Se o soro não passa adequadamente, isso sugere algum grau de obstrução no sistema lacrimal.

Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários para avaliar melhor a anatomia local e identificar a causa da obstrução.

Quais são as causas da obstrução do canal da lágrima?

As causas variam conforme a idade e o local da obstrução.

Em adultos, a obstrução pode ocorrer por:

  • estreitamento natural do canal com o passar do tempo;

  • inflamações crônicas;

  • infecções;

  • traumas;

  • alterações anatômicas;

  • doenças nasais associadas;

  • cirurgias prévias;

  • obstrução dos pontos lacrimais;

  • alterações dos canalículos.

Em bebês, a obstrução costuma ser congênita, ou seja, já está presente desde o nascimento. Geralmente acontece porque a parte final do canal lacrimal ainda não se abriu completamente.

Tratamento para obstrução nos pontos lacrimais

Quando a obstrução está logo na entrada do sistema, nos pontos lacrimais, o tratamento costuma ser mais simples.

Os pontos lacrimais podem estar estreitos, fechados ou mal posicionados. Nesses casos, pode ser feita uma dilatação ou um pequeno procedimento para ampliar essa abertura, permitindo que a lágrima volte a entrar no sistema de drenagem.

Na analogia da pia, seria como desobstruir ou ampliar a entrada do ralo.

Tratamento para obstrução nos canalículos

Quando o problema está nos canalículos, que são os canais mais finos logo após os pontos lacrimais, o tratamento pode ser mais complexo.

Em alguns países, uma das possibilidades é a colocação de um tubo especial que conecta o canto interno do olho ao nariz. Porém, esse dispositivo específico não é liberado pela ANVISA no Brasil.

Nesses casos, uma alternativa para reduzir os sintomas pode ser a aplicação de toxina botulínica na glândula lacrimal, com o objetivo de diminuir temporariamente a produção de lágrima e melhorar o lacrimejamento.

Embora a toxina botulínica seja muito conhecida pelo uso estético, ela também pode ter aplicações funcionais na oftalmologia.

Tratamento para obstrução no ducto nasolacrimal

Quando a obstrução está mais abaixo, no saco lacrimal ou no ducto nasolacrimal, o tratamento clássico costuma ser a cirurgia chamada dacriocistorrinostomia, também conhecida como DCR ou “dacrio”.

Essa cirurgia cria um novo caminho para a lágrima sair do saco lacrimal e chegar até o nariz, desviando da parte que está obstruída.

Ao final da cirurgia, geralmente é colocada uma sonda, que permanece por cerca de 60 dias. Essa sonda ajuda a manter o novo trajeto aberto durante o processo de cicatrização.

Dacriocistorrinostomia externa ou endonasal

A dacriocistorrinostomia pode ser realizada de duas formas principais:

Via externa:
O acesso é feito por uma pequena incisão na pele, próxima à região onde os óculos se apoiam no nariz.

Via endonasal:
O acesso é feito por dentro do nariz, sem corte na pele.

As duas técnicas têm o mesmo objetivo: restabelecer a drenagem da lágrima.

Os resultados tendem a ser semelhantes quando bem indicados e bem executados. A principal vantagem da via endonasal é não deixar cicatriz na pele. Por outro lado, ela geralmente exige equipamentos endoscópicos específicos e pode ter custo maior.

A cirurgia de dacriocistorrinostomia pode ser realizada tanto por oftalmologista com experiência em vias lacrimais quanto por otorrinolaringologista, dependendo do caso e da abordagem escolhida.

E quando há infecção no saco lacrimal?

Quando a obstrução está associada à infecção ou inflamação na região do saco lacrimal, chamada dacriocistite, geralmente é necessário tratar primeiro o processo infeccioso.

Nesses casos, pode ser indicado o uso de antibióticos e medidas para controlar a inflamação antes de definir o melhor momento para realizar a cirurgia.

Obstrução do canal lacrimal em bebês

Nos bebês, a obstrução do canal lacrimal é relativamente comum e, na maioria das vezes, está relacionada a uma abertura incompleta da parte final do canal.

Os sinais mais comuns são:

  • olho lacrimejando desde os primeiros meses de vida;

  • secreção frequente;

  • cílios grudados ao acordar;

  • piora em períodos de resfriado ou irritação.

Em muitos casos, principalmente até o primeiro ano de vida, o canal pode abrir espontaneamente. A massagem na região do saco lacrimal pode ser orientada para ajudar nesse processo.

Quando o lacrimejamento persiste após um ano de idade, ou quando há muita secreção e infecções de repetição, pode ser necessária a sondagem do canal lacrimal. Esse procedimento busca abrir o trajeto de drenagem e geralmente é realizado em centro cirúrgico, com sedação.

Qual é o melhor tratamento?

O melhor tratamento depende de vários fatores:

  • local da obstrução;

  • idade do paciente;

  • intensidade dos sintomas;

  • presença ou não de secreção;

  • presença de infecções;

  • causa da obstrução;

  • anatomia das vias lacrimais;

  • condições associadas no nariz ou nas pálpebras.

Por isso, o tratamento não é igual para todos os pacientes.

Alguns casos podem ser resolvidos com procedimentos simples. Outros exigem cirurgia. E em algumas situações, o objetivo pode ser controlar os sintomas, principalmente quando a obstrução está em regiões mais delicadas do sistema lacrimal.

Conclusão

A obstrução do canal da lágrima pode causar lacrimejamento constante, secreção, irritação e infecções de repetição.

Apesar de ser uma causa importante de olho lacrimejando, ela não é a única. Por isso, a avaliação oftalmológica é fundamental para identificar corretamente a origem do problema.

Quando a obstrução é confirmada, o tratamento depende do local afetado. Pode envolver desde procedimentos simples nos pontos lacrimais até cirurgias como a dacriocistorrinostomia, que cria um novo caminho para a drenagem da lágrima até o nariz.

O mais importante é saber que existe tratamento e que a escolha da melhor abordagem deve ser individualizada para cada paciente.

Você sente o olho lacrimejando constantemente, como se estivesse sempre chorando? Tem secreção frequente, irritação ou sensação de lágrima acumulada? Uma das possíveis causas é a obstrução do canal da lágrima, também chamada de obstrução das vias lacrimais.

Esse problema acontece quando a lágrima, que normalmente deveria escoar dos olhos para dentro do nariz, encontra alguma dificuldade no caminho de drenagem. Com isso, ela se acumula nos olhos e pode escorrer pelo rosto.

Como funciona o canal da lágrima?

A lágrima é essencial para a saúde ocular. Ela lubrifica os olhos, protege contra infecções, ajuda na nutrição da superfície ocular e contribui para manter a visão mais nítida.

Depois de lubrificar os olhos, essa lágrima precisa ser drenada. Ela escoa por um sistema chamado vias lacrimais, que leva a lágrima dos olhos até o nariz.

É por isso que, quando choramos muito, o nariz também escorre.

Uma forma simples de entender esse sistema é imaginar o olho como uma pia. A glândula lacrimal funciona como a torneira, produzindo a lágrima. O piscar espalha essa lágrima pela superfície dos olhos, como se fosse um limpador de para-brisa. Depois, a lágrima entra por pequenos orifícios localizados no canto interno das pálpebras, chamados pontos lacrimais, que funcionam como os ralinhos da pia.

Em seguida, ela passa por canais finos, chamados canalículos lacrimais, chega ao saco lacrimal e depois desce pelo ducto nasolacrimal, que leva a lágrima até dentro do nariz.

O que acontece quando o canal da lágrima entope?

Quando existe uma obstrução em algum ponto desse sistema, a lágrima continua sendo produzida normalmente, mas não consegue escoar pelo caminho correto.

Na prática, é como uma pia entupida: a água continua saindo da torneira, mas não desce pelo ralo. Ela acumula e transborda.

No olho, isso se manifesta como lacrimejamento constante. O paciente pode sentir que o olho está sempre cheio de água, com a lágrima escorrendo pelo rosto.

Além disso, quando a lágrima fica parada, pode haver acúmulo de secreção, irritação e até infecção na região do saco lacrimal.

Quais são os sintomas da obstrução do canal lacrimal?

Os principais sintomas são:

  • lacrimejamento constante;

  • sensação de olho sempre cheio de água;

  • lágrima escorrendo pelo rosto;

  • secreção ocular frequente;

  • irritação nos olhos;

  • vermelhidão;

  • infecções de repetição na região do canto interno do olho;

  • inchaço ou dor na região do saco lacrimal em casos de inflamação.

Os sintomas podem variar de acordo com o local da obstrução. O problema pode estar logo na entrada do sistema, nos pontos lacrimais, nos canalículos ou mais abaixo, no saco lacrimal ou no ducto nasolacrimal.

Todo lacrimejamento é causado por obstrução?

Não.

Esse é um ponto muito importante. Nem todo olho lacrimejando significa que o canal da lágrima está entupido.

O lacrimejamento também pode ser causado por outras condições, como:

  • olho seco;

  • alergia ocular;

  • irritação da superfície dos olhos;

  • blefarite;

  • alterações nas pálpebras;

  • cílios tocando o olho;

  • inflamações oculares;

  • produção excessiva de lágrima por reflexo.

Por isso, qualquer paciente com lacrimejamento persistente deve passar por avaliação com oftalmologista. Antes de indicar um tratamento, é necessário entender se o problema está realmente na drenagem da lágrima ou se há outra causa associada.

Como é feito o diagnóstico?

Após a avaliação oftalmológica, um dos principais exames para investigar a obstrução das vias lacrimais é a sondagem e irrigação das vias lacrimais.

Esse exame pode ser feito em consultório e costuma ser bem tolerado. Nele, o médico injeta soro pelo ponto lacrimal, no canto interno do olho, para verificar se o líquido passa pelo canal e chega até o nariz.

Se o soro não passa adequadamente, isso sugere algum grau de obstrução no sistema lacrimal.

Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários para avaliar melhor a anatomia local e identificar a causa da obstrução.

Quais são as causas da obstrução do canal da lágrima?

As causas variam conforme a idade e o local da obstrução.

Em adultos, a obstrução pode ocorrer por:

  • estreitamento natural do canal com o passar do tempo;

  • inflamações crônicas;

  • infecções;

  • traumas;

  • alterações anatômicas;

  • doenças nasais associadas;

  • cirurgias prévias;

  • obstrução dos pontos lacrimais;

  • alterações dos canalículos.

Em bebês, a obstrução costuma ser congênita, ou seja, já está presente desde o nascimento. Geralmente acontece porque a parte final do canal lacrimal ainda não se abriu completamente.

Tratamento para obstrução nos pontos lacrimais

Quando a obstrução está logo na entrada do sistema, nos pontos lacrimais, o tratamento costuma ser mais simples.

Os pontos lacrimais podem estar estreitos, fechados ou mal posicionados. Nesses casos, pode ser feita uma dilatação ou um pequeno procedimento para ampliar essa abertura, permitindo que a lágrima volte a entrar no sistema de drenagem.

Na analogia da pia, seria como desobstruir ou ampliar a entrada do ralo.

Tratamento para obstrução nos canalículos

Quando o problema está nos canalículos, que são os canais mais finos logo após os pontos lacrimais, o tratamento pode ser mais complexo.

Em alguns países, uma das possibilidades é a colocação de um tubo especial que conecta o canto interno do olho ao nariz. Porém, esse dispositivo específico não é liberado pela ANVISA no Brasil.

Nesses casos, uma alternativa para reduzir os sintomas pode ser a aplicação de toxina botulínica na glândula lacrimal, com o objetivo de diminuir temporariamente a produção de lágrima e melhorar o lacrimejamento.

Embora a toxina botulínica seja muito conhecida pelo uso estético, ela também pode ter aplicações funcionais na oftalmologia.

Tratamento para obstrução no ducto nasolacrimal

Quando a obstrução está mais abaixo, no saco lacrimal ou no ducto nasolacrimal, o tratamento clássico costuma ser a cirurgia chamada dacriocistorrinostomia, também conhecida como DCR ou “dacrio”.

Essa cirurgia cria um novo caminho para a lágrima sair do saco lacrimal e chegar até o nariz, desviando da parte que está obstruída.

Ao final da cirurgia, geralmente é colocada uma sonda, que permanece por cerca de 60 dias. Essa sonda ajuda a manter o novo trajeto aberto durante o processo de cicatrização.

Dacriocistorrinostomia externa ou endonasal

A dacriocistorrinostomia pode ser realizada de duas formas principais:

Via externa:
O acesso é feito por uma pequena incisão na pele, próxima à região onde os óculos se apoiam no nariz.

Via endonasal:
O acesso é feito por dentro do nariz, sem corte na pele.

As duas técnicas têm o mesmo objetivo: restabelecer a drenagem da lágrima.

Os resultados tendem a ser semelhantes quando bem indicados e bem executados. A principal vantagem da via endonasal é não deixar cicatriz na pele. Por outro lado, ela geralmente exige equipamentos endoscópicos específicos e pode ter custo maior.

A cirurgia de dacriocistorrinostomia pode ser realizada tanto por oftalmologista com experiência em vias lacrimais quanto por otorrinolaringologista, dependendo do caso e da abordagem escolhida.

E quando há infecção no saco lacrimal?

Quando a obstrução está associada à infecção ou inflamação na região do saco lacrimal, chamada dacriocistite, geralmente é necessário tratar primeiro o processo infeccioso.

Nesses casos, pode ser indicado o uso de antibióticos e medidas para controlar a inflamação antes de definir o melhor momento para realizar a cirurgia.

Obstrução do canal lacrimal em bebês

Nos bebês, a obstrução do canal lacrimal é relativamente comum e, na maioria das vezes, está relacionada a uma abertura incompleta da parte final do canal.

Os sinais mais comuns são:

  • olho lacrimejando desde os primeiros meses de vida;

  • secreção frequente;

  • cílios grudados ao acordar;

  • piora em períodos de resfriado ou irritação.

Em muitos casos, principalmente até o primeiro ano de vida, o canal pode abrir espontaneamente. A massagem na região do saco lacrimal pode ser orientada para ajudar nesse processo.

Quando o lacrimejamento persiste após um ano de idade, ou quando há muita secreção e infecções de repetição, pode ser necessária a sondagem do canal lacrimal. Esse procedimento busca abrir o trajeto de drenagem e geralmente é realizado em centro cirúrgico, com sedação.

Qual é o melhor tratamento?

O melhor tratamento depende de vários fatores:

  • local da obstrução;

  • idade do paciente;

  • intensidade dos sintomas;

  • presença ou não de secreção;

  • presença de infecções;

  • causa da obstrução;

  • anatomia das vias lacrimais;

  • condições associadas no nariz ou nas pálpebras.

Por isso, o tratamento não é igual para todos os pacientes.

Alguns casos podem ser resolvidos com procedimentos simples. Outros exigem cirurgia. E em algumas situações, o objetivo pode ser controlar os sintomas, principalmente quando a obstrução está em regiões mais delicadas do sistema lacrimal.

Conclusão

A obstrução do canal da lágrima pode causar lacrimejamento constante, secreção, irritação e infecções de repetição.

Apesar de ser uma causa importante de olho lacrimejando, ela não é a única. Por isso, a avaliação oftalmológica é fundamental para identificar corretamente a origem do problema.

Quando a obstrução é confirmada, o tratamento depende do local afetado. Pode envolver desde procedimentos simples nos pontos lacrimais até cirurgias como a dacriocistorrinostomia, que cria um novo caminho para a drenagem da lágrima até o nariz.

O mais importante é saber que existe tratamento e que a escolha da melhor abordagem deve ser individualizada para cada paciente.

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Dra Luisa Gross - Oftalmologista especialista em Cirurgia Plástica Ocular
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